Antologia poética 27/09/2009
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Aê, o último da lista da Fuvest!
E o mais “complicadinho”. Alguns poemas não entendi completamente, outros não gostei muito… mas ainda não tive aula sobre ele, então fica meio difícil de entender o que o autor quis dizer com algumas coisas.
Poemas preferidos: “Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes”, “Balada das duas meninas de Botafogo” e “Operário em construção”.
Follow into the dark 13/09/2009
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If there’s no one beside you
When your soul embarks
Then I’ll follow you into the dark
Ela o olhava quase como se ela soubesse. Quase como se ela tivesse sabido todo o tempo, e, mesmo assim, ignorado, num sorriso leve e infantil, como se não ligasse para as circunstâncias, para o momento, para o mundo… como se tudo o que lhe bastava era aquilo, o doce sorrir de quem ignora.
E ele esperou. Paciente, impacientemente. Esperou o que, de fato, nunca veio. Esperou e esperou e esperou… e ela continuava impassível, com olhos secos e diretos, com o sorriso. Aquele sorriso! Aquele sorriso que parecia querer dizer tanto e que era só silêncio, só a imposição de um enigma, só um “Adivinhe.”.
Exasperado, as possibilidades lhe foram tantas que ele acabou sem nada. Não sabia o que pensar. O que sentir. A dor? A calma? O desprezo? Ele havia se preparado para outra coisa. Para o consolo. Para a compaixão. Para o remorso. Mas só recebia sorriso e isso o deixou sem reação. O que era o fim para ela, afinal?
A construção de meses e meses e meses e meses só merece um sorriso? Sorriso amargo! Sorriso dissimulado! Sorriso raso. Em meio ao desespero de quem não consegue compreender, ele perguntou, gritou, exigiu respostas.
E ela, mais uma vez, vez única, momento único, explicou, como se explica complexidades a uma criança. Ou coisas simples a um adulto. E o que lhe disse era simples. Com tanto sentido que parecia ser absurdo, impossível, ofensa.
Não importava. Era exatamente o passado construído que trazia memórias e que os ligava ainda. Um nome, um cargo, que era aquilo diante de um laço? As lágrimas só vêm quando se perde algo. E ali nada havia para lamentar. Ainda tinham tudo. Ainda tinham o que jamais se perderia, o que os anos não apagariam, o que os novos amores nunca trariam, o que era pra ser eterno no mundo das efemeridades. A lembrança.
Extático. Mesmo depois de meses e meses e meses e meses a surpresa. Com olhos decididos, quem o comoveu foi ela. Sorriso. Dele. Sorriso claro, sorriso leve, sorriso infantil, sorriso sábio, sorriso lembrança…
O Pequeno Príncipe 11/09/2009
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Depois de ouvir o mundo inteiro falar sobre esse livro, eu fiquei curiosa e fui ler. Gostei! É bonitinho, pelas aquarelas e tudo o mais, mas conta, na verdade, coisas “sérias” sobre nós, sobre a vida e a forma como, conforme crescemos, nos distanciamos da realidade que realmente importa.
Parece livro de criança, mas quem precisa ler é “gente grande” mesmo, pra lembrar um pouco daquilo que foram.
A Moreninha 02/09/2009
Posted by Meire in Literatura.Tags: A Moreninha, Joaquim Manuel de Macedo, Literatura
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Conta a história de uma aposta feita entre dois amigos, Filipe e Augusto, de que este não conseguiria se manter apaixonado por alguém por mais de três dias. Eles vão passar um fim-de-semana numa ilha e lá Augusto é apresentado a Carolina (a Moreninha), irmã de Filipe. A partir de então começa uma história de amor e tem-se o desfecho de uma segunda história, mais antiga.
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Ah, típico folhetim! Todo mundo termina muito feliz, final nada surpreendente, personagens “rasas” etc etc. Mas serviu como passatempo!
* Só achei estranho que as mulheres nem eram TÃO idealizadas assim… Em alguns momentos o narrador chega a chamá-las de “feias”! E o Romantismo?
A menina que roubava livros 24/07/2009
Posted by Meire in Literatura.Tags: A menina que roubava livros, II Guerra Mundial, Literatura, Markus Zusak, The book thief
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Contada pela Morte, a história de Liesel Meminger começa quando ela vê o seu irmão morrer (o que a atormenta por anos em pesadelos) e, alguns dias depois, durante o enterro, rouba “O manual do coveiro” (o primeiro livro de muitos que roubaria durante sua vida). É dada em adoção a Rosa e Hans Hubermann, que se tornam sua família e a acompanham durante os duros anos da Segunda Guerra Mundial no sofrimento passado pelos alemães.
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Eu gostei! Achei uma fusão bem legal entre a história da guerra pela perspectiva da Morte e a vida da menina, que achou um pouco de conforto na Literatura.
Uma promessa. Um voto. Um abraço. 12/07/2009
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* Não auto-biográfico. (Eu acho.)
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Por três vezes ela perdera alguém. As três pessoas essenciais de sua vida. Aquelas que lhe deram tudo, até o que ela nunca havia pedido, aqueles que estavam sempre ali, aqueles que ela sabia que, se perdesse, perderia a si mesma.
Mas, quis o destino, esse que ninguém comanda e entende, que te persegue, te busca, te acha, que ela se perdesse. Perdeu um a um. Uma gota de cada vez. E ela secou.
Em um, ela encontrava a força, que é necessária a todos nós. Ele era a máxima representação de força que se poderia encontrar na Terra. Indestrutível. Intocável. Insuperável. Apesar de ter feito uma promessa, ele partiu. E, quando ele partiu, ela foi destruída, golpeada, superada. Até os inquebráveis quebram promessas.
Em outra, ela achou o amor pleno. A mais pura e verdadeira forma de amor. Aquele que não é recompensado de forma alguma, simplesmente porque não há nada que o pague. Quando ela partiu, com um voto de felicidade, desferiu um golpe maior que o outro, porque pode-se viver sem forças, mas viver sem a força do amor é quase impossível.
Mas ela ainda tinha a lucidez que encontrava no outro. A clareza de pensamentos que há em tão poucos e de que todos precisam. Ela tinha. Nele. Quando ele se foi, com um abraço quis se redimir da culpa de deixá-la apenas consigo mesma. Não adiantou.
Ela não tinha mais nada, nem ninguém. Até que percebeu que não precisava, necessariamente, de atributos em outras pessoas. Ela tinha assimilado tudo o que havia de melhor em cada um daqueles que não faziam mais parte de sua vida.
E foi assim que ela se descobriu sozinha, nova, colorida, com a força, o amor e a lucidez que passaram a fazer parte dela. Que ela absorvera sem perceber, que ela devia somente àqueles que partiram. E somente porque partiram.
O destino pode fazer você se perder, mas ele, um dia, vai te achar por você.
A mão e a luva 08/07/2009
Posted by Meire in Literatura.Tags: A mão e a luva, Literatura, Machado de Assis
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Narra a história de Guiomar, moça altiva e segura de si, que procura, com frieza e calculismo, realizar o ambicioso plano de ascender socialmente, compensando a sua modesta origem. Três homens pretendem a mão de Guiomar: Estevão, Jorge e Luis Alves.
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Ah, meu, apesar de ser considerado da “fase romântica” do Machado, ou, como diz minha professora de Literatura, “fase convencional”, eu gostei! Acho que é porque eu tava há uns trezentos anos sem ler alguma coisa e também porque Machado é Machado e acabou!
I can learn to persist with anything but aiming low 10/06/2009
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Não estou numa busca interminável por aquilo que já tenho. Busco o que é possível, sonho o que é viável, não me frustro pelo que nunca vai ser. E só sonho alto porque sei que posso chegar lá. E isso não é prepotência. É ser capaz de enxergar limitações, mas nunca se sentir definitivamente limitado por elas.
Ver números, fórmulas, ciclos e nomes que antes eram incógnitas se revelando de forma integral. Isso é liberdade. É perceber caminhos nunca antes imaginados. É saber que tenho a escolha apenas em minha vontade e não em incapacidades ou habilidades não adquiridas. É ver que há soluções, e que posso fazer parte de uma delas, ao menos. É sentir o poder de escolha.
Até o medo de ousadia é libertador. A hesitação diante do desconhecido é o que impele a continuar, a desafiar padrões impostos por você mesmo ou por aqueles que pensavam que você era pequeno demais para realizar algo grande. Meu medo de me decepcionar é equivalente ao meu desejo de ver mudanças.
E, se por tudo isso, não tiver encontrado o que sempre quis, então não sei o que procuro.
Weightless 02/06/2009
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Se ao menos soubesse como dizer tudo aquilo que está sabiamente suprimido por tanto tempo. Se soubesse como compensar todos os dias de completo esquecimento.
E agora as lembranças são tantas que não há por onde começar. Se é que o começo existe, se é que um dia existiu algum fim.
Melhor logo. O futuro. O que foi tão longamente fantasiado já não pertence mais à realidade. E a pergunta: quando a mudança aconteceu? E a resposta: nunca. Outros interesses de vida latente simplesmente resolveram aparecer e causar incerteza. E, ao mesmo tempo que não há mais espaço pro passado, o futuro revolucionário parece ousado demais.
E aqueles que foram e que, parece, dificilmente vão voltar. Estranho. Mas sempre foi assim, sempre fomos pequenos demais pros sonhos uns dos outros. Não cabíamos e continuamos a não caber. Triste. Mas não inesperado.
E, agora, descobri, o ser normal em cada um. E a ausência de culpados ou vítimas. Há apenas diferenças intransponíveis. Que vão muito além de banalidades que antes julgava ser de máxima importância. Não é o que se ouve ou lê, e sim o que se sente e pensa. Ou, ainda, do que se ri e chora.
Capitães da areia 25/05/2009
Posted by Meire in Literatura.Tags: Capitães da areia, Jorge Amado, Literatura
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Ressuscitando!
Li pra Fuvest, mas tá valendo!
História sobre meninos da rua que moram em Salvador na década de 1930. Eles moram num “trapiche” e vivem de roubos.
Beeeem triste. Sei lá, te faz pensar em coisas bem maiores do que você mesmo.
E você percebe que sua realidade é bem melhor do que pensava antes!





