Uma promessa. Um voto. Um abraço. 12/07/2009
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* Não auto-biográfico. (Eu acho.)
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Por três vezes ela perdera alguém. As três pessoas essenciais de sua vida. Aquelas que lhe deram tudo, até o que ela nunca havia pedido, aqueles que estavam sempre ali, aqueles que ela sabia que, se perdesse, perderia a si mesma.
Mas, quis o destino, esse que ninguém comanda e entende, que te persegue, te busca, te acha, que ela se perdesse. Perdeu um a um. Uma gota de cada vez. E ela secou.
Em um, ela encontrava a força, que é necessária a todos nós. Ele era a máxima representação de força que se poderia encontrar na Terra. Indestrutível. Intocável. Insuperável. Apesar de ter feito uma promessa, ele partiu. E, quando ele partiu, ela foi destruída, golpeada, superada. Até os inquebráveis quebram promessas.
Em outra, ela achou o amor pleno. A mais pura e verdadeira forma de amor. Aquele que não é recompensado de forma alguma, simplesmente porque não há nada que o pague. Quando ela partiu, com um voto de felicidade, desferiu um golpe maior que o outro, porque pode-se viver sem forças, mas viver sem a força do amor é quase impossível.
Mas ela ainda tinha a lucidez que encontrava no outro. A clareza de pensamentos que há em tão poucos e de que todos precisam. Ela tinha. Nele. Quando ele se foi, com um abraço quis se redimir da culpa de deixá-la apenas consigo mesma. Não adiantou.
Ela não tinha mais nada, nem ninguém. Até que percebeu que não precisava, necessariamente, de atributos em outras pessoas. Ela tinha assimilado tudo o que havia de melhor em cada um daqueles que não faziam mais parte de sua vida.
E foi assim que ela se descobriu sozinha, nova, colorida, com a força, o amor e a lucidez que passaram a fazer parte dela. Que ela absorvera sem perceber, que ela devia somente àqueles que partiram. E somente porque partiram.
O destino pode fazer você se perder, mas ele, um dia, vai te achar por você.
A mão e a luva 08/07/2009
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Narra a história de Guiomar, moça altiva e segura de si, que procura, com frieza e calculismo, realizar o ambicioso plano de ascender socialmente, compensando a sua modesta origem. Três homens pretendem a mão de Guiomar: Estevão, Jorge e Luis Alves.
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Ah, meu, apesar de ser considerado da “fase romântica” do Machado, ou, como diz minha professora de Literatura, “fase convencional”, eu gostei! Acho que é porque eu tava há uns trezentos anos sem ler alguma coisa e também porque Machado é Machado e acabou!
I can learn to persist with anything but aiming low 10/06/2009
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Não estou numa busca interminável por aquilo que já tenho. Busco o que é possível, sonho o que é viável, não me frustro pelo que nunca vai ser. E só sonho alto porque sei que posso chegar lá. E isso não é prepotência. É ser capaz de enxergar limitações, mas nunca se sentir definitivamente limitado por elas.
Ver números, fórmulas, ciclos e nomes que antes eram incógnitas se revelando de forma integral. Isso é liberdade. É perceber caminhos nunca antes imaginados. É saber que tenho a escolha apenas em minha vontade e não em incapacidades ou habilidades não adquiridas. É ver que há soluções, e que posso fazer parte de uma delas, ao menos. É sentir o poder de escolha.
Até o medo de ousadia é libertador. A hesitação diante do desconhecido é o que impele a continuar, a desafiar padrões impostos por você mesmo ou por aqueles que pensavam que você era pequeno demais para realizar algo grande. Meu medo de me decepcionar é equivalente ao meu desejo de ver mudanças.
E, se por tudo isso, não tiver encontrado o que sempre quis, então não sei o que procuro.
Weightless 02/06/2009
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Se ao menos soubesse como dizer tudo aquilo que está sabiamente suprimido por tanto tempo. Se soubesse como compensar todos os dias de completo esquecimento.
E agora as lembranças são tantas que não há por onde começar. Se é que o começo existe, se é que um dia existiu algum fim.
Melhor logo. O futuro. O que foi tão longamente fantasiado já não pertence mais à realidade. E a pergunta: quando a mudança aconteceu? E a resposta: nunca. Outros interesses de vida latente simplesmente resolveram aparecer e causar incerteza. E, ao mesmo tempo que não há mais espaço pro passado, o futuro revolucionário parece ousado demais.
E aqueles que foram e que, parece, dificilmente vão voltar. Estranho. Mas sempre foi assim, sempre fomos pequenos demais pros sonhos uns dos outros. Não cabíamos e continuamos a não caber. Triste. Mas não inesperado.
E, agora, descobri, o ser normal em cada um. E a ausência de culpados ou vítimas. Há apenas diferenças intransponíveis. Que vão muito além de banalidades que antes julgava ser de máxima importância. Não é o que se ouve ou lê, e sim o que se sente e pensa. Ou, ainda, do que se ri e chora.
Capitães da areia 25/05/2009
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Ressuscitando!
Li pra Fuvest, mas tá valendo!
História sobre meninos da rua que moram em Salvador na década de 1930. Eles moram num “trapiche” e vivem de roubos.
Beeeem triste. Sei lá, te faz pensar em coisas bem maiores do que você mesmo.
E você percebe que sua realidade é bem melhor do que pensava antes!
… [2] 05/05/2009
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Só posso dizer que me arrependi de ter ficado triste quando se arrependeram.
FOI melhor assim, porque pareceu a única solução. E, mesmo agora que tudo tem um tom levemente irônico e debochado, quem diria provocativo, prefiro isso a lágrimas e lágrimas que não são de riso.
E é muito mais divertido! ;D
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Mas estou precisando de um abraço urgente!
… 02/05/2009
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Será que foi melhor assim mesmo? Pensei que seria preferível a raiva à lembrança, mas não previ arrependimento. E agora me pergunto se é verdade ou só fachada. E me revolto porque nem todos são como eu, que vive e lembra, que erra e não se arrepende, que prefere o incômodo ao esquecimento.
Persépolis 25/04/2009
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Conta, em quadrinhos, a história de Marjane Satrapi, iraniana que viu de perto a Revolução Islâmica, a guerra contra o Iraque, a guerra interna no país. E também a evolução dela como pessoa, de criança curiosa a adolescente drogada e depois a adulta mais responsável.
Eu gostei! Foi divertido, mas ao mesmo tempo meio triste quando se para para pensar nas guerras e na quantidade de pessoas que morreram e que continuam a morrer todos os dias.
Agora quero ver o filme!
Depois de algum tempo 11/04/2009
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Fiz a minha versão daquele textinho suuuuuper difundido pela net do Shakespeare (será que é dele mesmo?!):
Depois de algum tempo você descobre que amar é mais complicado do que parece e que se apaixonar é mais fácil do que parece. E descobre que a paixão vem e pode ir embora rápido e que o amor fica marcado. Mas descobre que amor sem paixão é tão vazio quanto paixão sem amor. E descobre que os dois devem existir, não importa quanto tempo passe.
Descobre que atos impensados machucam, mas trazem o conhecimento promovido pela dor que não é obtido de nenhuma outra forma. E que toda forma de conhecimento deve ser valorizada, mesmo que ela pareça ir fundo demais.
Descobre que as histórias tendem a se repetir. E que se insistir no erro é burrice, você é o mais burro de todos. Porque não importa quanto tempo passe e quantas vezes viva, as coisas sempre parecem diferentes, mas sempre são iguais. Ou é em outro tempo, ou outras pessoas, ou outro lugar, ou, até mesmo, você está vivendo o contrário. Mas alguém nessa história está vivendo exatamente o que você viveu e você está vivendo exatamente o que alguém viveu em outro tempo. Mas descobre que isso é viver. É repetir sem saber, é não ter comprometimento com o passado, porque sequer percebeu o quanto tudo é semelhante.
Descobre que aquelas pessoas por quem você não dava nada são as que mais te surpreendem. E aquelas que tinha em alta conta são as que mais te decepcionam. E aprende a não esperar mais nada de ninguém. Porque aprende que por mais previsíveis que elas pareçam, as pessoas sempre arrumam uma forma de te surpreender. Não porque elas querem, mas simplesmente porque elas são únicas e para quem é único não há padrão que possa ser aplicado.
Descobre que as pessoas que estão perto de você podem ir embora sem você perceber. E quando você acorda, elas estão tão longe que parece ser impossível fazê-las voltar. Mas descobre que nunca é tarde para trazer quem você quer de volta. A não ser que elas não queiram voltar. Descobre que as pessoas mudam e não é culpa delas. Que a distância existe, mas só é uma extensão da que sempre existiu. E se ela nunca existiu, não vai existir nunca.
Depois de algum tempo você descobre que não importa qual o seu objetivo, e sim o caminho que percorre para chegar lá, quem conhece e o que aprende. Que o caminho é o que define o fim, que as pessoas são quem você realmente vai levar e que o que aprende é a única coisa que jamais tirarão de você.
As crônicas de Nárnia – A cadeira de prata 11/04/2009
Posted by Meire in Literatura.Tags: A cadeira de prata, As crônicas de Nárnia, C. S. Lewis, Literatura, The Chronicles of Narnia, The silver chair
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